Por que DIRIJO?

Um nome do passado. Uma proposta para o futuro.

DIRIJO é um nome que carrega parte da história da Cannabis no Brasil.

Antes de a planta ser conhecida principalmente pelo termo “maconha” e antes das políticas de proibição que transformaram profundamente sua relação com a sociedade, diferentes comunidades da Amazônia utilizavam diversos nomes para se referir a ela. Entre eles estavam Dirijo, Dega e Meri’i, termos associados, entre outros contextos, ao povo Mura e às comunidades amazônicas.

Relatos históricos e antropológicos registram a presença do termo dirijo no Amazonas e no Pará. Esses registros mostram que a relação com a planta fazia parte de diferentes aspectos da vida comunitária, incluindo práticas tradicionais, trabalho, sociabilidade e usos medicinais relatados pelas próprias comunidades.

Essa história também foi registrada no documentário

O documentário Dirijo: A Maconha Antes da Proibição, realizado em 2008 pela Organização dos Professores Indígenas Mura em parceria com o arqueólogo Raoni Valle, recupera memórias de pessoas Mura sobre a planta, seus antigos usos e as transformações provocadas pela proibição.

Um nome que atravessou o tempo

Escolhemos DIRIJO como nome da nossa plataforma como uma referência a essa história brasileira — não como uma celebração do consumo ou de atividades ilegais, mas como reconhecimento de um termo que faz parte da memória cultural e dos registros históricos da Amazônia.

Hoje, o DIRIJO nasce com outro propósito: conhecimento, acompanhamento, ciência e comunidade.

Queremos criar um espaço onde seja possível registrar plantas, acompanhar seu desenvolvimento, organizar informações, compartilhar experiências e discutir temas relacionados à botânica, cultivo autorizado, pesquisa, saúde e legislação — sempre com respeito às normas vigentes e às diferentes perspectivas sobre a planta.

DIRIJO é um nome do passado.

Nossa proposta é construir conhecimento para o futuro.